É gritante para nós brasileiros saber que em poucos dias dezenas de pessoas são mortas em confronto com a polícia. Números assim no País apenas na Ditadura Militar. No Egito, o número de mortes já ultrapassa 40, segundo agências de notícias internacionais. Até o momento, os manifestantes não recuaram e insistem pedindo que o exército deixe o poder. Pelo menos mais de 2 mil pessoas estão feridas. As manifestações no Egito reiniciaram na semana passada.
sábado, 26 de novembro de 2011
Meio de transporte "eficiente"
Enquanto as manifestações ocorrem no Egito, posto uma imagem curiosa sobre o meio de transporte no País. Embora seja engraçado, mostra a precariedade em que vive os egípcios.
No Brasil, discutimos um meio de transporte público adequado, com tarifas populares e que ofereçam acessibilidade para quem precisa, mas no Egito vans mais velhas fazem o trabalho de levar e trazer o povo. São milhares delas espalhadas pelo Cairo. De portas abertas, elas levam qualquer pessoa para qualquer lugar da capital e acabam sendo eficientes. O preço para andar nos veículos custam entre uma ou duas libras egípcias.
No Brasil, discutimos um meio de transporte público adequado, com tarifas populares e que ofereçam acessibilidade para quem precisa, mas no Egito vans mais velhas fazem o trabalho de levar e trazer o povo. São milhares delas espalhadas pelo Cairo. De portas abertas, elas levam qualquer pessoa para qualquer lugar da capital e acabam sendo eficientes. O preço para andar nos veículos custam entre uma ou duas libras egípcias.
Egito perigoso para jornalistas mulheres
Uma notícia do jornal Folha de São Paulo deixa, pelo menos, com medo mulheres jornalistas que vão ao Egito. Segundo o periódico, "a organização RSF (Repórteres Sem Fronteiras) recomendou aos meios de comunicação internacionais que não enviem mulheres jornalistas ao Egito, depois de uma série de agressões sexuais".
É de se espantar uma situação como essa, embora manifestações - com mais de 200 mil pessoas - deixam a segurança do local vulnerável.
A Folha conta duas situações. Uma jornalista egípcio-americana relatou que foi agredida sexualmente pela polícia durante horas. Já a outra repórter francesa disse que também sofreu com o mesmo crime.
"Além de me golpearem, aqueles cachorros [referindo-se à polícia antidistúrbios] me submeteram às piores agressões sexuais", disse a egípcio-americana Mona al Tahawy no Twitter, segundo a Folha.
O mais engraçado foi a desculpa de um militar egípcio para o acontecido. "O que ela pensou que iria acontecer? O País está em uma situação sensível, estamos sob ameaça. Ela poderia ser uma espiã".
Lastimável.
Link para a matéria completa da Folha: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1011853-ong-desaconselha-viagem-de-mulheres-jornalistas-ao-egito.shtml
É de se espantar uma situação como essa, embora manifestações - com mais de 200 mil pessoas - deixam a segurança do local vulnerável.
A Folha conta duas situações. Uma jornalista egípcio-americana relatou que foi agredida sexualmente pela polícia durante horas. Já a outra repórter francesa disse que também sofreu com o mesmo crime.
"Além de me golpearem, aqueles cachorros [referindo-se à polícia antidistúrbios] me submeteram às piores agressões sexuais", disse a egípcio-americana Mona al Tahawy no Twitter, segundo a Folha.
O mais engraçado foi a desculpa de um militar egípcio para o acontecido. "O que ela pensou que iria acontecer? O País está em uma situação sensível, estamos sob ameaça. Ela poderia ser uma espiã".
Lastimável.
Link para a matéria completa da Folha: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1011853-ong-desaconselha-viagem-de-mulheres-jornalistas-ao-egito.shtml
Polícia resolve atirar na cabeça
O portal Terra trouxe à tona no dia 23 de novembro o depoimento de um egípcio que tinha como marca da revolução uma cicatriz no ombro e um curativo no olho. Ele esteve em confronto direto com os soldados. Conforme relato no site, Mustafa al Sorour, 21 anos, conta que agora a polícia está mirando diretamente na cabeça das pessoas, sem dó nem piedade.
"Disseram que a polícia estava usando um tipo mais forte de gás lacrimogênio e que disparava balas de borracha mirando na cabeça das pessoas", relata Mustafa ao portal Terra.
Link para quem quiser ler na íntegra: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5489776-EI17594,00-Policia+passou+a+mirar+na+cabeca+diz+manifestante+egipcio.html
"Disseram que a polícia estava usando um tipo mais forte de gás lacrimogênio e que disparava balas de borracha mirando na cabeça das pessoas", relata Mustafa ao portal Terra.
Link para quem quiser ler na íntegra: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5489776-EI17594,00-Policia+passou+a+mirar+na+cabeca+diz+manifestante+egipcio.html
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Turismo sofre novo golpe
![]() |
| Comércios no Cairo Velho, local bastante visitado por turistas |
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/11/111125_cairo_egito_turismo_protesto_ts.shtml
EUA querem o fim do governo militar no Egito
Os manifestantes egípcios ganharam um aliado de peso na última semana. Embora os Estados Unidos seja acusado por muitos de vender armas para os soldados egípcios, o País americano quer a saída de militares do poder. Em nota, a Casa Branca quer a troca imediata para um governo civil, e sem mais mortes.
Até o momento mais de 1,5 mil pessoas ficaram feridas e pelo menos 40 mortas nos confrontos.
Até o momento mais de 1,5 mil pessoas ficaram feridas e pelo menos 40 mortas nos confrontos.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Feridos passam de 5 mil
Cada vez mais pessoas ficam feridas no Cairo. E o número pode ser bem maior do que o divulgado pelas agências de notícias. Em um rápido e conturbado telefonema para o interprete que me guiou pelo Egito em setembro, ele diz que os feridos passam de cinco mil. Ele acrescenta que as ruas em volta da praça Tahrir se transformaram em hospitais improvisados para conter as centenas de pessoas que acabam levando tiros de borracha e sofrem com o gás lacrimogêneo.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Primeiro o exército. Depois as eleições
Na segunda-feira (28) inicia as eleições legislativas no Egito, mas os manifestantes querem que a junta militar deixe o governo antes. Como muitos já haviam adiantado quando estive no País, a segunda luta é para retirar o exército do poder e depois fazer as eleições e melhorar a vida do povo. Enquanto isso, os militares seguem tentando segurar a bomba relógio como dá.
Em dois dias, 14 mortos e 750 feridos
![]() |
| Praça Tahrir, símbolo da revolução no Egito, vazia em setembro |
Com tanta violência, a ideia foi instalar um hospital na praça Tahrir para atender os feridos. Segundo a Agência Brasil, o médico egípcio Mohammed Fattouh diz que já atendeu quatro pessoas feridas a bala e que três morreram por asfixia.
Os novos conflitos no Cairo iniciaram após a polícia tentar retirar manifestantes da praça Tahrir. No começo da noite de domingo (20), os embates entre policiais e populares se estenderam para as ruas próximas ao Ministério do Interior – localizado perto da praça. Enquanto policiais agiam com armas de fogo e gás de pimenta, manifestantes atiravam pedras.
Assinar:
Postagens (Atom)


