quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sem gasolina no deserto


Ficar sem gasolina no meio de uma cidade grande é uma situação ruim para qualquer pessoa. Ainda mais quando não há um posto de gasolina perto. Imagina o combustível acabando no meio de um deserto? A situação aconteceu a caminho da Faixa de Gaza, um dos principais objetivos na ida até o Egito.

Atualmente apenas no Cairo existe gasolina em abundância, embora a província de Sinai seja rica em petróleo. Em quatro horas do Cairo até a fronteira com Gaza foi normal. O tanque cheio e o ar condicionado ligado para suportar os 40º graus do deserto. Mas na volta, já com o tanque quase na reserva, começou a peregrinação por um posto que ainda vendesse gasolina.

O problema é que o combustível não é mais de fácil acesso após a crise no País. Todos os postos da região de Sinai não vendiam mais gasolina. Em cada posto um frentista abanava a mão fazendo um sinal negativo.

Cada quilômetro com o painel do veículo apontando a reserva era nauseante, isso porque o ar condicionado também estava desligado para evitar mais gastos. Para piorar, a areia do deserto tem um cheiro forte, que incomoda quem não está acostumado.

Quando tudo parecia perdido e a ideia de dormir no meio do deserto já era clara e concretizada, um posto tinha 20 litros para oferecer por cliente. Uma fila enorme de veículos estava em nossa frente, mas tudo era festa. Eu não iria dormir no deserto.

Logo mais a frente, no Cairo já, outro posto tinha gasolina. Mais duas horas de viagem e chegamos no hotel. Era tudo o que eu queria depois da aventura.

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