sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Protesto acabou, mas a revolta continua


Praça Tahrir, local de protestos
Da cidade dos sonhos para se conhecer, o Cairo transformou-se na capital das revoluções que se abateram sobre a África neste ano. A capital passou por diversos embates, principalmente em janeiro e fevereiro deste ano. Mas a batalha não terminou até que se realize a primeira eleição dos últimos 40 anos.

Numa rápida olhada pela infraestrutura do local, é possível perceber nitidamente as marcas dos protestos. Nas ruas, muros estão destruídos e cartuchos de balas forram o chão. O exército truculento se encarrega da missão de assustar o povo para que a cena não volte a se repetir.

Enquanto isso, o ex-presidente Hosni Mubarak vive com luxo num hospital do Cairo, em regime de cárcere. Ele estava no comando desde 1981, mas foi expulso após diversos protestos protagonizados por crianças, adultos e idosos, sejam eles mulheres ou homens.

Hoje calado com medo do exército, o povo acredita ainda que haverá mudança após a esperada queda do ditador. Esta crença é levada a cada dia e, talvez, por isso ainda continuem os embates por aqui. Só a realização dum pleito colocaria fim no conflito.

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