É difícil falar com egípcios, pois eles têm medo do governo militar. O comerciante *Sherie Mohamed, 29 anos, que trabalha em um hotel no Cairo, resolveu conversar por uns 15 minutos. Em troca, comprei umas lembranças para levar ao Brasil.
Com camisa 100% algodão e bem passada, o comerciante alega que vê no Egito grande possibilidade de crescimento, mas é preciso uma mudança ainda maior. Ele se refere ao fim do governo militar, que entrou no poder apenas para garantir uma eleição segura. Mas o militarem vêem com bons olhos a permanência do regime.
Longe de qualquer confusão, Sherie não garante que um novo governo possa mudar muitos anos de corrupção instalada no Egito. Mas acha que pelo menos as pessoas terão mais direito de falar o que quiserem. Se fosse aqui no Brasil, Sherie usaria o termo “ir e vir”.
Ele é mais positivo quando fala de seu País. Para o comerciante, o Egito é bom para se viver e chama a atenção do mundo todo. Não está errado, mas ele esquece da maioria da população que vive em situação precária.
*Nome fictício para preservar a identidade do comerciante, embora ele deixou ser fotografado.
*Nome fictício para preservar a identidade do comerciante, embora ele deixou ser fotografado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário