Basta poucas horas pelas ruas do Cairo e conversas com habitantes locais para observar o porquê do povo ir às ruas em janeiro e fevereiro manifestar. A capital egípcia tem muitos problemas de cidade grande - falta de saneamento, infraestrutura urbana e saúde pública -, mas a economia fraca é o principal motivo para deixar tantas pessoas na miséria.
Ao conversar com um guia local, que fez faculdade da língua espanhola por quatro anos e estudou mais dois para se tornar guia, ele diz que a única coisa que consegue fazer com o dinheiro que ganha é dar roupas e alimento aos dois filhos. Seu salário mensal é em torno de 600 libras egípcias - aproximadamente U$ 100. Ganha um pouco mais quando consegue algumas gorjetas.
Se fosse aqui no Brasil, uma pessoa depois de estudar seis anos ganharia R$ 600. Não digo que não possa haver no país casos assim, mas no Egito é muito comum. Ainda piora quando os turistas deixam de visitar o país, como está acontecendo em 2011.
Contrastando com isso, o ex-presidentedo Egito Hosni Mubarak, depois de 30 anos governando, tem uma fortuna estimada em 5 bilhões de dólares. Especula-se que esse valor pode chegar a 65 bilhões. Todo o dinheiro estaria investido em propriedades em Londres, Nova York e Paris.

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